Tecnologia
Decisões que precisamos tomar
Enviado por rafael em 04/10/2010
Ontem eu completei 5 anos trabalhando na mesma empresa. Esse é o maior período que passei numa mesma empresa desde que comecei a trabalhar com carteira assinada (trabalho desde os 10 anos e esse ano acabei de completar 30).
Como alguns sabem, trabalho para uma empresa do Governo. Ao contrário do que alguns pensam, não sou funcionário público mas sim empregado de empresa pública o que não me dá certas vantagens do primeiro grupo.
De forma geral a empresa é boa mas, como qualquer empresa, tem seus problemas. Mas não quero falar da empresa e sim do meu trabalho.
Desde 2001 trabalho com desenvolvimento de sites e sistemas para a Web. Minha primeira linguagem foi PHP e com ela desenvolvi vários projetos. Até hoje é minha linguagem preferida para desenvolvimento de aplicações Web.
Quando entrei na empresa (em 2005, em Brasília) os meus primeiros projetos foram desenvolvidos usando Python, Zope e Plone. Esse é o conjunto de ferramentas que a empresa escolheu para desenvolver seus sites (ou no jargão da empresa: portais). Adorei a linguagem Python, tanto que ainda hoje a utilizo sempre que posso. Tive péssimas experiências com Zope/Plone. Considero que os maiores problemas com esses dois é a falta de documentação e a comunidade arrogante (especialmente a brasileira).
Em 2007 me mudei para Curitiba mas continuei na empresa. Continuei trabalhando com Python, Zope e Plone. Até que em 2008 comecei a trabalhar com Java.
Minha experiência anterior com Java era mínima (conhecia a sintaxe). A empresa deu alguns cursos básicos e comecei a trabalhar com alguns frameworks em um projeto. Não sei se é a metodologia ou se são os frameworks utilizados mas eu detestei trabalhar com Java. Minha experiência anterior com PHP, Python e alguns experimentos em Ruby com Rails me fizeram ter uma enorme sensação de improdutividade com Java. Em uma palavra achei Java "burocrática".
Desde o ano passado, no entanto, consegui inserir um projeto em PHP no meu cotidiano. A empresa nunca adotou o PHP como sendo uma linguagem para desenvolvimento formal, mas também não é proibida. Assim usei o CakePHP para desenvolver esse projeto que, começou local mas hoje é usado em toda a empresa. O projeto inteiro foi feito por apenas um programador: eu. Esse ano tem sido, sem sombra de dúvida, o meu ano mais produtivo dentro da empresa.
No entanto hoje recebi a notícia de que não mais trabalharei nesse projeto (ainda não há uma data para um repasse). Por uma visão que, na minha opinião, é completamente bizarra, a empresa separa os projetos por regional e em cada regional só utiliza um conjunto restrito de tecnologia. PHP não está entre as linguagens/tecnologias que a regional de Curitiba utiliza. Assim sendo terei que repassar o projeto a outra equipe de outra regional.
Com essa visão sobraram 3 tecnologias que a regional utiliza: Java, ASP e Natural (mainframe). E agora José? Bom agora vou ter que me encaixar numa dessas categorias ou pedir transferência para uma área de infra-estrutura (montagem de micros, rede, suporte a usuário).
Nenhuma dessas opções me parece razoável. Voltar ao Java ou, pior, trabalhar com ASP, vai tornar minha vida miserável. Então tomei uma decisão que já vinha precisando tomar: vou procurar outro emprego.
Não vou pedir demissão, afinal tenho família para sustentar e não posso sair da empresa para curtir uma de desempregado. Vou preparar meu currículo e começar a mandar para empresas que considero sólidas e que observo como sendo empresas que possuem desafios interessantes.
Não quero fazer um trabalho maçante e repetitivo. Quero desafios reais, coisas que usem tecnologia nova e que, de alguma forma, mudem o mundo. Quero ter meu trabalho reconhecido e valorizado. Quero desenvolver meu potencial e realizar coisas que, tenho certeza, sou capaz.
Trabalhar para o Governo pode te trazer uma segurança e uma sensação de estabilidade. O salário pode ser bom e você pode não precisar se esforçar muito. Mas na hora que você vê todo seu potencial desperdiçado bate um certo arrependimento e, no meu caso, um desespero.
Não quero isso para mim. Quero mostrar a que vim e quero isso logo. O tempo passa muito rápido e não quero me tornar um velho ressentido por aquilo que não fiz (seja por falta de coragem, preguiça ou qualquer outro motivo).
Sei que vai ser uma mudança difícil, mas não tenho medo de trabalho. Nunca tive, e não vai ser agora que vou ter.
Eu NÃO quero um iPhone
Enviado por rafael em 01/10/2008
Essa semana eu ia escrever um artigo falando porque eu não quero um iPhone, mas no meio do caminho descobri que não tinha conhecimento suficiente sobre ele e que, essencialmente, o motivo principal é que sou pobre.
Mas hoje recebi uma lista de um colega do trabalho que levanta pontos bem interessantes e que, somado à minha falta de grana, faz com que eu, definitivamente, não queira um iPhone (ao menos enquanto ele custar mais que o meu salário).
Segue a lista:
- A câmera não grava vídeo com som;
- A câmera não tem funções adicionais (zoom, modos, imagem noturna, etc) ;
- A câmera só tem 2 megapixels, e não tem flash;
- As aplicações em sua totalidade devem ser compradas;
- As atualizações são só para suporte de software, não acrescentam nada de novo;
- Não grava as chamadas;
- Não pode abrir várias paginas ao mesmo tempo. As paginas extras se amontoam uma sobre a outra com um limite de 8;
- Não pode copiar e colar texto no navegador;
- Não pode ser usado como modem;
- Não pode ser usado como webcam;
- Não pode ser usado conforme você queira, a não ser que seja hackeado e invalidando assim a sua garantia;
- Não dá pra usar sua música como ringtone sem pedir permissão a Apple;
- Não se pode baixar imagens da internet;
- Não se pode expandir a memória. Não tem uma memória adicional. Só a interna e a RAM;
- Não suporta Java (nem jogos Java);
- Não suporta comandos de voz;
- Não suporta envio de MMS;
- Não suporta gravação de voz;
- Não suporta redes HSDPA;
- Não suporta vídeo-chamada;
- Não tem contador de tempo de chamadas;
- Não tem funcionalidade QWERTY alfanumérica;
- Não tem funcionalidade VOIP;
- Não tem reprodutor para arquivos flash, ou seja, tem Internet para navegar só pelo Google, fora isso, esqueça;
- Não tem rádio FM e nem dá para escutar pela Internet em tempo real (só funciona via podcast);
- Não tem saída para TV;
- Não tem suporte (nem leitor) PDF;
- Não tem teclas de acesso à música sem antes minimizar outra aplicação;
- Não tem viva-voz estéreo;
- O Push Mail requer um valor adicional a ser pago;
- O bluetooth só se conecta a alguns auriculares bluetooth;
- Para trocar de bateria é necessário levá-lo a assistência técnica senão também perde a garantia;
- Seu GPS funciona somente através de 3G, e o pior é que seus mapas não podem ser consultados offline;
- Seu bluetooth não serve para troca de arquivos;
- Somente tem um único modo offline;
- Sua tela não usa material anti-reflexivo de forma que é impossível ver alguma coisa a luz do sol;
- Só reproduz 2 formatos musicais;
- Também não é compatível com teclados bluetooth;
- É muito lento em 3G (até 21 segundos para abrir uma página);
- O aparelho não é como uma câmera digital, nem GPS, nem agenda, e também não um pocket pc, porque não pode ser usado sem um cartão SIM.
Update: Veja o meu primeiro post sobre o iPhone (há mais de um ano atrás).
Twittando
Enviado por rafael em 09/01/2008
Lendo hoje um post do Ronaldo Ferraz sobre o Twitter fiquei pensando o que eu achava da ferramenta.
Sempre considerei a idéia meio idiota, afinal de contas, se eu já tenho um blog, para que vou perder meu tempo com outra ferramenta? Mas antes de meter o pau, fui testar a ferramenta.
Criei uma conta lá, e ainda vou precisar de mais testes para poder dizer algo a respeito. Uma coisa que me chamou a atenção, logo de cara, foi a possibilidade de postar via IM ou celular (esse último não tenho como testar).
Fiz um post via Pidgin/Gtalk e vou testar esse resto de mês.
Se você tem alguma opinião, compartilhe aí.